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Sporting: Que futuro?

Últimos 5 jogos, 2 vitórias e 10 golos sofridos

Sporting: Que futuro?

Os últimos jogos do Sporting têm sido, do ponto de vista defensivo, pouco conseguidos. Ou pelo menos assim parecem indicar os resultados. Nos últimos 5 jogos, 10 golos sofridos, sendo que apenas ganhou 2 e num deles sofreu 2 golos de uma equipa bastante limitada ofensivamente (vitória caseira por 4-2 contra o Estoril).

Fomos analisar com um pouco mais de atenção o que se tem passado para tentar encontrar alguma justificação. Culpar a falta de sorte ou o relaxamento dos jogadores, apesar de serem os argumentos normalmente usados pelos comentadores televisivos, raramente é uma resposta suficiente.

O primeiro dos jogos, apesar da derrota, acaba por não responder às nossas dúvidas. É um jogo fora contra o campeão europeu que obrigou a equipa a baixar as linhas consideravelmente, defendendo com mais homens atrás da linha da bola do que acontece em todos os jogos da competição interna. Neste contexto o Sporting acabou por responder bem, apesar do resultado.

Segundo jogo, derrota por 3-1 em Vila do Conde. Jogo a seguir ao encontro em Madrid, com toda a carga emocional (a mudança do chip) e física que isso acarreta. Aqui percebem-se alguns problemas colectivos e individuais que ajudam a explicar o resultado. 


Os laterais do jogo com o Rio Ave estão ligados a todos os golos sofridos (e mais algumas oportunidades falhadas). Aqui foi Bruno César a "ver" o jogo. Este exemplo repetiu-se por todo o jogo. Bruno tem sido bastante intenso com bola, mas defensivamente está ainda a léguas do que se exige em alta competição. Neste momento deixou de ser opção como lateral...

No segundo golo, mais do mesmo. Bruno César e Schelotto completamente fora das ideias de Jorge Jesus em organização defensiva. Cometem erros e forçam os colegas a não resolver os problemas da melhor forma.

Novo jogo e novo adversário e os mesmos problemas. Falta integração dos princípios colectivos da equipa, sobretudo na linha defensiva. Aqui foi Semedo a demorar a sair na pressão para impedir o cruzamento que deu origem ao golo. Coates também podia ter sido mais rápido a atacar a bola não se deixando antecipar.

Pelo meio há ainda o jogo com o Estoril onde o Sporting sofre dois golos depois de estar a ganhar por 3-0. Foi uma bola parada e um erro individual (de Semedo) que não se enquadram da mesma forma naquilo que vimos nos outros jogos. No entanto não deixa de ser problemática a forma simples como se marcam golos a este Sporting.

Em resumo, o melhor treinador do campeonato (e um dos melhores do mundo) que sempre primou pela qualidade dos princípios defensivos das suas equipas é líder de um grupo que comete erros consecutivos em organização defensiva. Na minha opinião isto deve-se sobretudo à falta de minutos dos laterais que foram entrando no onze por causa do aumento de intensidade competitiva da equipa. Esta é a primeira vez que o Sporting de Jesus é obrigado a jogar para ganhar duas vezes por semana. 

Para além disso, há ainda a falta de qualidade individual dos laterais que é normalmente escondida pela qualidade colectiva que o treinador leonino empresta às suas equipas. Na minha opinião João Pereira não têm qualidade para uma equipa como esta e Schelotto precisa de estar muito bem fisicamente para poder discutir o lugar. Na ala esquerda é mais ou menos o mesmo. Parece-me que o mais competente é ainda Jefferson uma vez que Marvin e Bruno César nem jogavam como laterais até há bem pouco tempo.


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