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Um Sporting Real

Parabéns ao Sporting e aplausos para Jorge Jesus

Um Sporting Real


Assistiu-se ontem, lá para as bandas do Estádio José Alvalade, a um belo jogo de futebol. Bem disputado, jogado com intensidade. Como se dizia há alguns anos atrás, foi um jogo “renhido”. Renhido quer dizer isso mesmo: jogo disputado com intensidade, de igual para igual, por ambas as equipas. Aliás, dever-se-á desde já relevar que já em Santiago de Barnabéu o Sporting se batera ombro a ombro com o Real Madrid. Desta vez, como da outra, a sorte do jogo acabou por bafejar o Real Madrid. Melhor: o azar do jogo acabou por bater à porta do encarniçado (sempre foi assim) João Pereira. Nas imagens não é percetível qualquer agressão, mas pela reação do jogador português que muito pouco contestou a decisão que o expulsou e pelas suas características temperamentais não nos custa a crer que houve agressão ou tentativa de agressão (o que, em termos disciplinares, vai dar ao mesmo).

Se já era tarefa difícil enfrentar o campeão europeu em título e atual líder da Liga Espanhola, com 4 pontos de vantagem sobre o Barcelona, mais árdua se tornou a tarefa do Sporting com menos uma unidade em campo. Mas, verdade se diga, que o Real Madrid jogou o tempo todo com menos um! Cristiano, com exceção de um livre que Coates desviou de cabeça para canto, passou completamente ao lado do jogo. Parecia estar saciado com os três golos que marcara dias antes contra o Atlético de Madrid. Que diriam os mordazes comentadores do Sporting, acaso este mesmo alheamento do jogo se passasse com um ex-jogador do Benfica a jogar contra o Benfica. É fácil de imaginar a catrefada de insinuações que seriam disparadas.

Mas a verdade é que com menos um jogador o Sporting logrou igualar a partida com penalti superiormente executado por Adrien e infantilmente cometido pelo Fábio Coentrão. Este mérito ninguém lho tira! É inteiramente justo questionarmo-nos qual seria o resultado do jogo de ontem acaso o João Pereira não fizesse jus ao seu temperamento. Jorge Jesus montou e organizou muito bem a equipa. Viu-se um Sporting, não atemorizado, a trocar a bola com segurança e em triangulações, algumas delas, deliciosas de se ver. Ao contrário do desdém que, hoje, muitos adeptos (e responsáveis ou ex-responsáveis…) do outro lado da segunda circular manifestam, o Jorge Jesus é um excelente treinador. Às vezes, não poucas, morre, como os peixes, pela boca.

Parabéns ao Sporting e aplausos para Jorge Jesus.

Vejam este vídeo publicado por "Valter Sva", com os cânticos iniciais dos adeptos do Sporting num estádio completamente cheio, arrepiante!

 

Entretanto o Sport Lisboa e Benfica também jogou para a liga dos campeões, pena o campeão não ter conseguido segurar a vantagem de 3 golos.

 

Texto por Manuel Sampaio


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