Onde dá a Bola?

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Os melhores de 2017: Ranking "Onde dá a bola"

Defesa Direito

Os melhores de 2017: Ranking "Onde dá a bola"


Segundo post da série "Rankings" com foco nos laterais direitos. Como nos guarda-redes, este ranking contabiliza apenas jogos do campeonato português desta temporada e abrange apenas jogadores com pelo menos 900 minutos jogados, para que os resultados tenham alguma relevância estatística.

O melhor lateral direito da temporada é, sem grandes discussões, Nélson Semedo. A segunda posição foi para mim um pouco surpreendente. Não esperava que Schelotto ocupasse uma posição tão alta no ranking, com pontuações altas nas três categorias. No entanto não posso deixar de ressalvar que os indicadores que possuo representam apenas a performance individual em termos técnicos e físicos.

A componente táctica, de decisão ou de posicionamento, não são acompanhadas pelos dados individuais que possuo e são quantificadas de forma muito mais complexa e com informação que não disponho (dados de tracking de todos os jogadores com os quais é possível criar indicadores tácticos mais complexos). No entanto não deixa de ser interessante que individualmente o lateral do Sporting não ficou muito atrás de Semedo e com a mesma pontuação de Maxi, que mantém uma regularidade impressionante há muitas épocas. Layún, mesmo com pouca utilização consegue uma pontuação bastante interessante sobretudo nas componentes ofensiva e de passe (é provavelmente o melhor da liga em termos de cruzamentos e bolas paradas).

Fora dos três grandes, destaque para Victor Garcia que apesar de fazer parte do plantel do último classificado da liga consegue destacar-se com uma performance muito equilibrada. Pertence aos quadros do FC Porto (jogou principalmente na equipa B) e pode vir a ter uma oportunidade caso se confirmem as saídas de Maxi e Layún. Lionn jogou pouco esta época, mas sempre regular e precisa de uma época sem lesões para poder ser hipótese para voos mais altos. João Aurélio pode jogar nas duas laterais e nem sempre foi titular mas com a saída de Bruno Gaspar pode ter uma oportunidade de ouro na próxima época. A seguir aparece Patrick Oliveira que parece ser reforço do Benfica para a próxima época. Deve ser para emprestar, pelo menos para já não me parece solução para a provável saída de Semedo.

Em comparação com o post anterior, o modelo já teve uma evolução considerável. Em vez de usar uma recta entre o mínimo e o máximo em cada parâmetro, que beneficiava em demasia quem tinha um valor muito alto num desses parâmetros e castigava muito os restantes, mesmo que fossem os segundos melhores. Agora o modelo utiliza percentis (de 0 a 100) para classificar os jogadores em cada parâmetro. Os melhores continuam a ter uma classificação melhor, mas com diferenças mais suaves em cada nível. De resto, o score final é a média dos três scores intermédios (defensivo, ofensivo e de passe). Estes são a média ponderada dos respectivos parâmetros.

Sobre os detalhes parecem indicar que Semedo pode melhores no jogo aéreo, nos cruzamentos e nos remates, bem como nas intercepções (que podem apenas significar que o jogador resolve os problemas de outra forma, recuperações, desarmes, etc). Schelotto foi o melhor em termos defensivos e Paulinho (mais no Chaves do que no Braga) foi o mais forte ofensivamente. Nos passe Layun foi um monstro, sobretudo pela qualidade no cruzamento e nas bolas paradas.

Aguardo comentários ao ranking dos laterais direitos. Os Benfiquistas desta vez estão certamente mais satisfeitos.

Texto por Telmo Frias


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