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Análise Jogo Sporting - FC Porto

Jornada 15 Liga NOS - Análise

Análise Jogo Sporting - FC Porto

ARBITRAGEM

O árbitro da portuense, Jorge Sousa, dirigiu o clássico de domingo entre o Sporting e o FC Porto, tendo o albicastrense, Carlos Xistra como vídeo-arbitro.

O jogo foi de grande intensidade e muito difícil de ajuizar (o que habitual em jogos desta dimensão). O jogo, como disse anteriormente, foi bastante duro tendo sido assinaladas 37 faltas e mostrados 10 cartões amarelos. Jorge Sousa adotou desde início um critério bastante largo, permitindo mais contacto físico entre os intervenientes, favorecendo assim o jogo, de maneira a que não houvesse tantas paragens.

Jorge Sousa Ábritro

Houve alguns lances nas áreas, sendo que alguns deixaram duvidas, mesmo antes e depois de revistas as imagens; o árbitro da AF Porto esteve sempre perto dos lances e foi coerente nas suas decisões, tendo optado por mandar jogar em todas elas. Posteriormente já falarei melhor sobre estas situações. 

Houve um lance na primeira parte que também gerou algumas dúvidas, acerca de uma falte de Alex Telles sobre Bruno Fernandes, em que o defesa do FC Porto agarrou o médio sportinguista aquando de um lançamento lateral, arriscando em demasia a segunda advertência por parte do árbitro; uma nota a rever, quando Bruno Fernandes é agarrado não tem a bola controlada pois foi no momento em que estava a ser executado o lançamento lateral, portanto não se pode considerar que o defesa portista anulou um ataque prometedor da equipa adversária, portanto esteve bem o árbitro na minha opinião.

Destaca-se ainda o golo do Sporting (não houve fora de jogo) por isso foi legal.

Por último, dou ênfase ao momento mais caricato do jogo: a entrada de um bombeiro no terreno de jogo após um remate de Vietto. Neste caso, o árbitro esteve bem em não interromper porque o operacional não interferiu no jogo, nem na ação de nenhum jogador, por isso, caso o bombeiro tivesse entrado antes de Vietto rematar e fosse obtido golo, o mesmo era válido devido a essa não interferência; se o bombeiro tivesse tido interferido no jogo, o mesmo era interrompido e recomeçado com um lançamento de bola ao solo para o guarda redes (caso o jogo tenha sido interrompido com a bola na área, ou o último toque na bola tenha sido dentro da mesma).

CASOS DO JOGO

MINUTO 22 - Lance entre Bolasie e Alex Telles em que fica a ideia que o contacto entre ambos é legal. Fica a dúvida se esse contacto foi provocado pelo avançado ou pelo defesa, contudo a meu ver, decidiu bem o árbitro

MINUTO 31 – Alex Telles agarrou Bruno Fernandes, arriscando o 2º cartão amarelo. Beneficio da duvida ao árbitro pelo facto da lançamento lateral estar a ser executado mesmo no momento da infração, pondo isto, não anula um ataque prometedor.

MINUTO 41 – Marcano, na área do Sporting, cabeceia bola tendo esta tocado no braço de Bolasie. Aquando do cabeceamento a distancia entre a bola e o médio do Sporting é muito curta, tendo este cortado a bola com o braço sem qualquer intenção; pode colocar-se a dúvida da volumetria ganha pelo facto do braço estar quase ao nível dos ombros, contudo essa volumetria é criada de forma natural devido ao impulso do jogador ao saltar; nesses casos as leis são claras, apenas se considera infração se essa volumetria for criada de forma não natural.

MINUTO 51 – Caso entre Mathieu e Marega dentro da área do Sporting. Denota-se neste lance a coerência de Jorge Sousa, mantendo sempre o mesmo critério. Dá a impressão que o contacto é provocado pelo avançado maliano, tendo-se deixado cair ao sentir o contacto com o pé de Mathieu. Na minha opinião, bem decidido.

Conclusão: Como disse anteriormente o jogo não foi fácil de ajuizar, e mesmo assim o juiz portuense decidiu quase sempre bem, tendo por isso uma prestação bastante positiva.

A NOTA DO ÁRBITRO: 8 (0-10)

Texto por Filipe Baptista (Árbitro)


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