A dificuldade de identificar jogadores no futebol televisivo
Porque é cada vez mais difícil reconhecer quem é quem nos jogos transmitidos na televisão
Com a crescente globalização do futebol, tornou-se cada vez mais difícil para quem vê os jogos pela televisão identificar rapidamente os jogadores em campo. As equipas são hoje compostas por atletas de múltiplas nacionalidades, com características físicas semelhantes e a jogar a ritmos cada vez mais elevados. Para o telespetador, distinguir quem é quem durante a ação tornou-se um exercício pouco intuitivo e, muitas vezes, frustrante.
Em teoria, os números nas costas das camisolas deveriam resolver esse problema. Na prática, raramente o fazem. Em planos abertos, em jogadas rápidas ou em transmissões de qualidade média, os números são pequenos, pouco legíveis e frequentemente ocultos. Isso impede que o público reconheça jogadores específicos, incluindo aqueles com quem tem maior identificação nacional ou emocional, empobrecendo a experiência de ver o jogo.
Ora, se o futebol é também espetáculo e comunicação, esta falha não é secundária. A identificação imediata dos jogadores é essencial para compreender o jogo, acompanhar desempenhos individuais e criar ligação com o que se passa em campo. Ignorar essa dimensão visual é esquecer que hoje o futebol é consumido maioritariamente através da televisão.
Uma solução simples e eficaz passaria por diferenciar visualmente todos os jogadores de uma equipa, recorrendo a calções de cores distintas. Sem alterar regras, nem introduzir complexidade desnecessária, essa adaptação permitiria uma identificação imediata e intuitiva dos jogadores ao longo do jogo. Tal como outras regras e equipamentos foram ajustados para responder à evolução do futebol moderno, também a legibilidade visual do jogo merece ser repensada.
Artigo de opinião por:

Diogo Sousa
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